Highpar — Orientações de Uso

Padrões de desenvolvimento

As tecnologias que a Highpar adota para construir sistemas — e por que vale a pena todo projeto falar a mesma língua. Voltado a quem desenvolve.

Passo 5 da trilha · Atualizado em junho de 2026
Seção 1

Por que ter um padrão

Existem dezenas de jeitos de construir um sistema — dezenas de linguagens, frameworks e bancos de dados, cada um com seus fãs. Justamente por isso a Highpar define um conjunto de tecnologias padrão: a ideia não é podar a criatividade de quem desenvolve, é fazer com que todo projeto da casa fale a mesma língua. Um sistema novo escolhe a mesma base que os anteriores, em vez de cada um seguir por um caminho próprio.

Isso compensa por motivos bem práticos:

  • Manutenção no futuro. Sistema bom é sistema que vai durar — e quem mexer nele daqui a dois anos pode não ser quem o escreveu. Se a base é a mesma de sempre, qualquer pessoa do time entra no projeto e se vira.
  • Entrada e troca de pessoas. Quando todo projeto usa a mesma stack, aprender uma vez serve para todos. Um novo integrante fica produtivo mais rápido, e ninguém vira "o único que entende aquele sistema esquisito".
  • Suporte da TI. A TI consegue dar suporte, montar backup, monitorar e manter a infraestrutura quando ela é a mesma em todo lugar — e não uma coleção de tecnologias avulsas, cada uma exigindo um cuidado diferente.
  • Reaproveitamento. Configurações, componentes e soluções de um projeto servem para o próximo. Não se reinventa a roda a cada sistema novo.
  • Menos superfície de risco. Quanto menos tecnologias diferentes em uso, menos coisas para manter atualizadas e protegidas. Padronizar também é segurança.
Conecta com os próximos passos

A IA está escrevendo cada vez mais código — é o que vem nos passos de assistentes de código e de agentes. Um padrão claro é o que mantém o que a IA gera revisável e consistente: ela segue a base da casa, e você consegue conferir o resultado em vez de receber cada projeto num dialeto diferente.

Seção 2

Aplicações web: Next.js

O que é: o Next.js é um framework para construir aplicações web — telas, páginas e a lógica por trás delas. Ele é baseado no React (a biblioteca de interface mais usada do mercado) e reúne, num só projeto, a parte que aparece no navegador e a parte de servidor que conversa com o banco de dados.

O padrão: aplicações web novas na Highpar são feitas em Next.js. Não em Angular, Vue, Svelte ou um back-end montado peça por peça — e nem em React "puro" sem a estrutura que o Next já entrega pronta.

Por que ele e não outro:

  • Tem um ecossistema grande e maduro: muita documentação, muita gente usando, fácil encontrar resposta para um problema.
  • Junta front-end e back-end num único projeto, o que simplifica a estrutura e reduz o número de peças para manter.
  • Já é o que a Highpar usa nos projetos atuais — então tudo que aprendemos e construímos num serve para o próximo.
  • Por ser tão difundido, as IAs conhecem bem: assistentes de código geram código Next de boa qualidade, o que torna o trabalho com IA mais previsível.
Em vez de

Começar um projeto novo em outro framework só por preferência pessoal, deixando-o diferente de todo o resto da casa.

Prefira

Next.js, como nos demais projetos. Se houver um motivo técnico forte para fugir do padrão, combine antes (ver Seção 6).

Seção 3

Banco de dados: PostgreSQL

O que é: o PostgreSQL (ou só "Postgres") é um banco de dados relacional — o lugar organizado, em tabelas, onde a informação do sistema fica guardada. "Relacional" e "SQL" são a forma mais comum e consolidada de estruturar dados; o Postgres é uma das implementações mais sólidas que existem.

O padrão: quando um projeto precisa de banco de dados relacional, ele usa PostgreSQL — não MySQL, SQL Server, Oracle ou SQLite.

Por que ele e não outro:

  • É robusto e gratuito (open-source): sem custo de licença e com fama de confiável mesmo com muito dado e muito acesso.
  • É completo: dá conta tanto do feijão com arroz quanto de necessidades mais avançadas, sem precisar trocar de banco no meio do caminho.
  • A TI já o mantém no padrão da casa — com backup, monitoramento e suporte montados em cima dele. Um banco avulso, num serviço que só uma pessoa conhece, fica fora desse cuidado.
Lembrete que vem das Ferramentas

Como já vale para qualquer dado da empresa: o banco é criado no padrão da casa, com a TI — e não num serviço gratuito aberto por conta própria. Assim ele entra no backup e fica sob controle, em vez de virar uma "ilha" que ninguém mais enxerga.

Seção 4

O resto do padrão

O padrão não para no framework e no banco. Algumas outras escolhas mantêm os projetos parecidos por dentro — e valem como ponto de partida (a TI confirma o que está em vigor):

CamadaPadrãoPor quê
Linguagem TypeScript, não JavaScript puro A tipagem avisa de muitos erros ainda na escrita, antes de virar bug em produção.
Acesso ao banco Um ORM padrão (ex.: Prisma) Conversar com o Postgres sempre do mesmo jeito, com segurança e menos código repetido.
Pacotes Um gerenciador único (ex.: npm ou pnpm) Todo mundo instalando dependências da mesma forma evita conflito e confusão.
Estilo de código Linter + formatador (ex.: ESLint e Prettier) O código sai com a mesma cara, não importa quem — ou qual IA — escreveu.

Os nomes entre parênteses são sugestões para esta primeira versão; o que importa é a regra de fundo: uma escolha por camada, a mesma em todos os projetos.

Seção 5

O template pronto: faça um fork e comece

A boa notícia é que você não precisa montar nada disso à mão. A Highpar mantém um template de projeto Next.js — um repositório-modelo no GitHub da organização com a base inteira já configurada: Next.js com TypeScript, a conexão com o PostgreSQL pelo ORM, o linter e o formatador ligados, a estrutura de pastas organizada e o esquema de variáveis de ambiente pronto para receber os segredos.

Para começar um projeto novo, parta dele: faça um fork (ou use o botão "Use this template" do GitHub) e já comece a trabalhar em cima de uma base que segue o padrão — sem perder o primeiro dia resolvendo configuração, versão de pacote e ajuste de ferramenta. A dor de cabeça de preparar o terreno já foi resolvida uma vez, para todo mundo.

Por que partir do template

Além de poupar a configuração inicial, ele garante que todo projeto nasce igual aos outros — exatamente o padrão das seções anteriores, sem cada um reinventar do zero. E quando a base do template melhora, a melhoria já vem de brinde nos próximos projetos.

Seção 6

Segredos e configuração

Todo sistema tem informações sensíveis para funcionar: senha do banco, chave de algum serviço, token de acesso. A regra é direta: nada disso fica escrito dentro do código.

O código vai para o GitHub e carrega histórico — uma senha colada nele pode ficar registrada para sempre, mesmo depois de "apagada". Em vez disso, segredos ficam em variáveis de ambiente (configuração que mora fora do código) e guardados no cofre de senhas da empresa, sob cuidado da TI.

O atalho que vira problema

"Deixo a chave no código só pra testar e tiro depois" é como sai a maioria dos vazamentos. Uma vez no histórico do repositório, ela já foi. E vale o mesmo cuidado das IAs de chat: nunca cole um segredo num assistente de IA para ele "dar uma olhada".

Seção 7

Fora do padrão? Combine antes

Vai aparecer o caso em que outra tecnologia parece a escolha certa — um framework diferente, outro banco, uma biblioteca fora da lista. Quando isso acontecer, converse antes com a TI ou com o responsável técnico, em vez de simplesmente seguir por fora.

Não é para travar: é o mesmo reflexo do "shadow IT" que aparece nas Ferramentas. Sair do padrão por conta própria cria um sistema que só uma pessoa sabe manter, que a TI não consegue suportar e que ninguém mais consegue evoluir. O padrão pode mudar — e deve, quando há um bom motivo — mas de forma combinada, virando o novo padrão de todo mundo, e não uma exceção solta.

O reflexo certo

Na dúvida entre "uso o que eu prefiro agora" e "alinho com a TI", alinhe. Ou o padrão atual resolve o seu caso, ou o seu caso é bom o bastante para mudar o padrão — e aí ele muda para todos.

Seção 8

Antes de começar

Uma conferência rápida ao iniciar um projeto novo:

  • Comecei a partir do template Next.js da Highpar (fork), em vez de configurar do zero.
  • Aplicação web em Next.js, com TypeScript.
  • Dados em PostgreSQL, criado no padrão da casa com a TI.
  • Código no GitHub da organização, não numa conta pessoal.
  • Nenhum segredo escrito no código — tudo em variáveis de ambiente e no cofre.
  • Linter e formatador configurados desde o começo.
  • Preciso fugir do padrão? Combinei antes com a TI.

Seguindo esses pontos, cada sistema novo nasce parecido com os outros — mais fácil de manter, de passar adiante e de manter seguro no longo prazo.